Assistência domiciliar de Barueri mantém rotina de atendimentos durante pandemia

As fotos desta reportagem são de atendimentos do PAD no ano passado.



Em nenhum momento durante esse período de quarentena devido a pandemia por coronavírus os cerca de 350 pacientes atendidos pelo Programa de Assistência Domiciliar (PAD) de Barueri ficaram sem atendimento.

Redobrando os cuidados preventivos, a equipe do PAD mantém a rotina de atenção aos pacientes acamados que fazem parte do Programa. Médicos generalistas, profissionais de enfermagem e fisioterapeutas compõem a equipe básica, mas pediatras, nutricionistas, fonoaudiólogos e assistentes sociais também entram em cena de acordo com o perfil e as necessidades do paciente.

Idosos, crianças, pessoas de meia idade, não importa a faixa etária, o Programa se estende a quem precisa de acompanhamento clínico contínuo, mas não tem como se deslocar até a unidade de saúde.

A regularidade das visitas também depende do estado de saúde de cada pessoa atendida. Alguns recebem o atendimento presencial mensalmente; outros necessitam de uma maior frequência. A enfermeira responsável técnica do Programa, Maria de Fátima da Silva, conta que são cinco equipes que cobrem o atendimento em toda a cidade. Essas equipes, no entanto, se dividem de acordo com as complexidades dos casos.

PAD de Barueri vai além
Pelo Ministério da Saúde, a formatação original do PAD abrangeria apenas atendimentos a pacientes com comorbidades, acamados e portadores de algum dispositivo como sondas, oxigênio, traqueostomia, dentre outros. Esse é o que os profissionais classificam como AD2 (Assistência Domiciliar tipo 2).

Em Barueri, no entanto, o serviço vai bem além. O atendimento domiciliar no município engloba o AD1 (pacientes acamados mas em condições melhores, cujas visitas podem ser feitas a cada dois ou três meses); e também o AD3 (que se refere a pacientes com os mesmos quadros do AD2, mas com patologias como hipertensão, diabetes ou outra complexidade maior, além da dependência de oxigênio).

Assistência diferenciada
O vínculo criado por meio dessa assistência também é algo que Maria de Fátima destaca, pois é imprescindível nessa modalidade de atendimento em saúde.

“O vínculo se estabelece automaticamente porque é um trabalho muito diferenciado, você tem uma equipe que adentra sua casa, frequenta o ambiente. É um serviço que não caminha sem vínculo, é uma confiança muito assertiva, porque quando eles não querem você não entra na residência”, descreve a profissional.  

Além do suporte médico, há toda uma atenção voltada ao cuidador, afinal, a pessoa que acompanha o paciente também precisa de orientação. Em alguns momentos a equipe do PAD realiza reuniões e encontros dedicados aos cuidadores. Eles têm até uma cartilha, criada em conjunto, que aborda desde o cuidado mais simples até o mais complexo.  

Além da assistência médica e especializada em domicílio, o PAD também é responsável pelo fornecimento de dispositivos como cama hospitalar, oxigenoterapia, sondas de maior complexidade, CPAPs e BiPAPs (dispositivos para tratamento de distúrbios respiratórios), dentre outros. O setor de oxigênio trabalha 24 horas por dia.
 

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