Diante da pandemia, HMB recomenda cuidados redobrados para hipertensos

A Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, pode ser assintomática, ocasionar febre, tosse e coriza, ou ainda gerar complicações respiratórias graves. E esses casos críticos são mais suscetíveis em pessoas que já possuem alguma doença crônica, como, por exemplo, a hipertensão. Por isso, na semana em que se comemora o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/4), o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (HMB) destaca fatores sobre a relação entre as doenças e a importância de intensificar as medidas de prevenção contra a Covid-19. 

De forma simples, a hipertensão arterial é uma doença crônica que eleva os níveis da pressão do sangue nas artérias. “A pressão sanguínea é considerada normal quando a medição é em torno de 120/80 mmHg, popularmente abreviada para 12 por 8. E a pressão alta, ou seja, a alteração desses níveis, é uma doença multifatorial que afeta diversos órgãos, principalmente olhos, rins, cérebro e coração” explica Hector Novillo, cardiologista da unidade, que destaca dor no peito, alterações visuais e nas funções dos rins como sinais de alerta para agravamento do quadro. 

 “O hipertenso apresenta microlesões antigas nos vasos, como se fossem machucados. Esse estresse no sistema vasculosanguíneo ocasiona um nível de inflamação constante. E estudos recentes apontam que a Covid-19 faz a inflamação ativar um sistema de coagulação que acelera a doença e resulta em situações graves”, esclarece Novillo, que reforça a importância do acompanhamento clínico constante para casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 para avaliar a necessidade de substituição dos remédios indicados para hipertensão. 

De modo geral, a hipertensão, que exige o controle rigoroso de medicamentos em horários fixos e em doses corretas, já implica em uma série de cuidados com fatores emocionais e hábitos alimentares, por exemplo, evitar o consumo de sódio e de gordura para manter a doença controlada. E atualmente é imprescindível que essas medidas sejam reforçadas para evitar a necessidade de deslocamento às unidades de saúde, locais considerados mais expostos à contaminação do novo coronavírus. 

Vale ressaltar que as orientações do Ministério da Saúde sobre o isolamento social, o uso de máscaras e a prática de etiqueta social, que preconiza cobrir o nariz e a boca com o braço ou com um lenço descartável ao tossir ou espirrar, também devem ser seguidas de forma precisa para evitar a contaminação. Além disso, é fundamental lembrar que a lavagem correta das mãos com água e sabão, ou a higienização com álcool gel, ainda é a medida de prevenção mais fácil e mais eficaz contra o vírus SARS-CoV-2. 

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Redação
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